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sexta-feira, 14 de junho de 2013
7:29 \ Economia
Lá e cá
Caoa: negociação continua
Apesar de ter o banco Plural como consultor de sua tentativa de compra do BVA, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, o Caoa, andou se aconselhando com o BTG Pactual.
Por Lauro Jardim
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/06/1294254-para-comprar-bva-caoa-quer-aporte-de-r-500-milhoes.shtml
13/06/2013 - 03h00
Para comprar BVA, Caoa quer aporte de R$ 500 milhões
TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO
O empresário Carlos Alberto de Oliveira, dono da concessionária de veículos Caoa, exigiu aporte de R$ 500 milhões do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para fechar a compra do Banco BVA.
A instituição está sob intervenção do Banco Central desde outubro de 2012.
O fundo garantidor, no entanto, se negou a colocar mais dinheiro no BVA. A alegação é que não pode aportar mais recursos para salvar uma instituição financeira deficitária do que perderia no caso de sua liquidação.
Maior credor do BVA, o fundo já pagou cerca de R$ 1,3 bilhão em indenização às pessoas e aos fundos que tinham dinheiro no banco.
Para viabilizar a venda do banco, o FGC aceitou receber R$ 150 milhões à vista e mais R$ 150 milhões a prazo (dependendo da recuperação do banco) para cobrir parte das indenizações feitas --ou seja, 23% do valor gasto.
O empresário, também chamado de Caoa, no entanto, retirou essa oferta e ainda exigiu o aporte de R$ 500 milhões para tocar o banco.
Aos demais credores, Caoa ofereceu pagamento à vista de 35% do valor da dívida e de mais 35%, dependendo do sucesso na recuperação do BVA. Ele já teria a adesão de cerca de 90% desses investidores --o BVA tem aproximadamente 5.000 credores.
Caoa pretende que o financiamento de carros de sua concessionária seja o foco das operações do banco e deve mudar o nome da instituição para Banco Caoa.
A venda depende do apoio do FGC (instituição criada para garantir as aplicações dos correntistas) e também da aprovação do Banco Central, que, além da adesão dos credores, quer saber se Caoa tem condições de tocar o banco.
O empresário pretende contratar executivos de renome, alguns deles vindos do Banco Plural, de ex-sócios do antigo banco Pactual, que estruturou a operação.
Caoa tem a receber cerca de R$ 500 milhões do banco.
Procurados, o FGC e Caoa não quiseram comentar.
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